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Monitorização e educação ambiental

O Projeto PEIXES NATIVOS - Fase 1 decorreu entre novembro de 2017 e novembro de 2023, na Região Oeste de Portugal, em resultado uma parceria entre o ISPA - Instituto Universitário e a Águas do Tejo Atlântico, S.A., com o apoio institucional do MARE - Centro de Ciências do Mar e Ambiente, do ICNF - Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, do Aquário Vasco da Gama e do Pavilhão da Ciência - Ciência Viva.


O principal objetivo deste Projeto era monitorizar anualmente, na época de seca estival, espécies ameaçadas de peixes de água doce autóctones em rios intermitentes do centro do país. A ausência de séries temporais de dados, fundamentais para uma correta avaliação do estado das populações e absolutamente necessárias para a implementação da Estratégia Nacional para a Adaptação às Alterações Climáticas, era uma lacuna evidente no contexto da gestão e conservação da ictiofauna de água doce nativa que o Projeto Peixes Nativos ajudou a colmatar.


Paralelamente às monitorizações científicas, foram realizadas ações de sensibilização ambiental dirigidas a crianças das escolas de 1º ciclo localizadas em 8 Municípios Aderentes: Torres Vedras, Alenquer, Azambuja, Óbidos, Caldas da Rainha, Mafra, Sintra e Oeiras.












Objetivos do projeto


I. Monitorização científica das espécies ameaçadas de peixes ciprinídeos nativos, em época estival.

II. Sensibilização da comunidade escolar e seu envolvimento nas ações de monitorização.

MISSÃO CIENTÍFICA


Gerar séries temporais de dados sobre o estado das populações ameaçadas de peixes nativos que permitam priorizar a implementação de ações de gestão e conservação eficazes

MISSÃO EDUCATIVA


Promover a curiosidade científica | estimular o espírito crítico e a aplicação do raciocínio lógico-dedutivo | despertar interesse pela conservação do meio natural | reconhecer o impacto das atividades humanas | promover mudança de atitudes para minimização dos impactos negativos

Funcionamento

Estabelecimento de uma rede de monitorização do estado da ictiofauna nativa no pico de seca estival

Monitorização anual de 3 estações a selecionar em cada curso de água, com recurso a pesca elétrica, para avaliação da densidade populacional e frequência relativa das classes de tamanho das espécies nativas de peixes ciprinídeos e levantamento do estado dos habitats fluviais

Criação de uma rede de “Municípios aderentes” que selecionarão as “Escolas aderentes” participantes nas ações de monitorização e sensibilização ambiental a realizar nos rios do concelho.

Apoios:

Projeto financiado pelo Fundo Ambiental ENEA 2020 - Aviso nº 7780/2020 "Proteger a Vida Terrestre"

Apoios institucionais:

Prémios:

O Projeto Peixes Nativos recebeu, em 2021, a Menção Honrosa do Prémio Guarda Rios - Boas Práticas, atribuído pelo GEOTA após votação pública.

A fundação Mohamed bin Zayed atribuiu, em 2017, um prémio com vista à conservação do Ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale).

Fase 2 - 2024-presente

Projeto PEIXES NATIVOS - Fase 2

A partir de 2024, a marca registada PEIXES NATIVOS prossegue a sua colaboração com a Águas do Tejo Atlântico, S.A., tendo alargado os seus serviços à totalidade do território nacional e estabelecido novas sinergias e colaborações com diversos municípios, ONGAs e projetos científicos.

Coordenação Científica

Carla Sousa Santos

Membro do MARE-ULisboa. Doutorada em Biologia pela Universidade de Lisboa. Desenvolve o seu trabalho de investigação na área da Genética aplicada à Conservação, Filogenia e Filogeografia de peixes de água doce desde 2002. Faz parte da equipa responsável pelo Projeto de Conservação ex-situ de peixes ameaçados e é uma das autoras do primeiro Atlas Genético Nacional dos peixes ciprinídeos nativos de Portugal. Membro da “IUCN Species Survival Commission”, “IUCN Freshwater Fish Specialist Group” e do grupo de trabalho Biodiversidade para a elaboração da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2020), enquanto especialista em peixes de água doce.

Design:

Ricardo Romão