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Monitorização e educação ambiental

O Projeto PEIXES NATIVOS foi lançado em novembro de 2017 e resulta de uma parceria entre o ISPA - Instituto Universitário e a Águas do Tejo Atlântico, S.A.


O principal objetivo deste Projeto é monitorizar anualmente, na época de seca estival, espécies ameaçadas de peixes de água doce autóctones em rios intermitentes do centro  do país. A ausência de séries temporais de dados, fundamentais para uma correta avaliação do estado das populações e absolutamente necessárias para a implementação da Estratégia Nacional para a Adaptação às Alterações Climáticas, é uma lacuna evidente no contexto da gestão e conservação da ictiofauna de água doce nativa que o Projeto Peixes Nativos pretende ajudar a colmatar.


Paralelamente às monitorizações científicas, serão realizadas ações de sensibilização ambiental dirigidas a crianças das escolas de 1º ciclo dos concelhos ribeirinhos. Este projeto tem o apoio institucional do MARE, do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas  e do Aquário Vasco da Gama, e será implementado em municípios aderentes que designarão as escolas participantes na vertente pedagógica do projeto.

Objetivos do projeto


I. Monitorização científica das espécies ameaçadas de peixes ciprinídeos nativos, em época estival.

II. Sensibilização da comunidade escolar e seu envolvimento nas ações de monitorização.

MISSÃO CIENTÍFICA


Gerar séries temporais de dados sobre o estado das populações ameaçadas de peixes nativos que permitam priorizar a implementação de ações de gestão e conservação eficazes

MISSÃO EDUCATIVA


Promover a curiosidade científica | estimular o espírito crítico e a aplicação do raciocínio lógico-dedutivo | despertar interesse pela conservação do meio natural | reconhecer o impacto das atividades humanas | promover mudança de atitudes para minimização dos impactos negativos

Funcionamento

Estabelecimento de uma rede de monitorização do estado da ictiofauna nativa no pico de seca estival

Monitorização anual de 3 estações a selecionar em cada curso de água, com recurso a pesca elétrica, para avaliação da densidade populacional e frequência relativa das classes de tamanho das espécies nativas de peixes ciprinídeos e levantamento do estado dos habitats fluviais

Criação de uma rede de “Municípios aderentes” que selecionarão as “Escolas aderentes” participantes nas ações de monitorização e sensibilização ambiental a realizar nos rios do concelho.

Apoios:

A fundação Mohamed bin Zayed atribuiu um prémio com vista à conservação do Ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale).

Coordenação Científica

Carla Sousa Santos

Investigadora do MARE-ISPA. Doutorada em Biologia pela Universidade de Lisboa. Desenvolve o seu trabalho de investigação na área da Genética aplicada à Conservação, Filogenia e Filogeografia de peixes de água doce desde 2002. Faz parte da equipa responsável pelo Projeto de Conservação ex situ de peixes ameaçados e é uma das autoras do primeiro Atlas Genético Nacional dos peixes ciprinídeos nativos de Portugal. Membro da “IUCN Species Survival Commission”, “IUCN Freshwater Fish Specialist Group” e do grupo de trabalho Biodiversidade para a elaboração da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2020), enquanto especialista em peixes de água doce.

Membros da equipa


Investigadores MARE-ISPA:

Ana Pereira 

André Levy 

Frederico Almada

Joana Robalo

Sara Francisco


Técnicos de Investigação MARE-ISPA:

Cristina Lima

Pedro Coelho


Responsável Educação Ambiental Águas do Tejo Atlântico:

Sara Duarte


Responsável reprodução ex-situ no Aquário Vasco da Gama:

Fátima Gil


Pelo Centro de Gestão da Investigação do ISPA:

Patrícia Videira

Margarida Oliveira

Teresa Jesus


Design logotipo:

Ricardo Romão (Gabinete de Marketing e Comunicação do ISPA)


peixesnativos@gmail.com



Rua Jardim do Tabaco 34

1149-041 Lisboa


Tel: 21 88 11 700